POLÍTICOS DE ABADIÂNIA COBRAM R$ 2,1 MILHÕES EM DIFERENÇAS SALARIAIS DE LEI REDUTIVA
Dez políticos de Abadiânia, incluindo o ex-vice-prefeito e atual vereador Bosquinho Arantes (União), entraram com ação pedindo mais de R$ 2,1 milhões referentes à diferença de salários reduzidos entre 2021 e 2024. A redução havia sido determinada pela Lei Municipal nº 884/2020, que cortou os vencimentos dos vereadores de R$ 6.086,98 para R$ 3.043,49 e do vice-prefeito de R$ 8.759,93 para o mesmo valor, medida aprovada após forte mobilização popular contra os gastos públicos.
Agora, os políticos que tiveram seus salários reduzidos buscam anular a lei, alegando vício de iniciativa e violação de princípios legais. Além da disputa sobre a legalidade da norma, a Justiça negou o pedido de gratuidade da justiça, alegando que os documentos apresentados não comprovaram de forma clara a insuficiência financeira, determinando que os autores arquem com as custas processuais parceladas em 10 meses.
Entre os autores da ação estão Rodrigo Gomes de Belém, Ilvaney Pereira da Silva, Samuel Alberto Rodrigues Nascimento, Nilton Nunes de Morais, Kamila Cristiana Borges, Rosemar José da Silva, Renato Farias Ribeiro, Jenair José Carneiro, Vando Alves Farinha e Bosquinho Arantes. O caso reacende debates sobre transparência, responsabilidade política e o impacto das decisões legislativas sobre os gastos públicos, ao mesmo tempo em que evidencia a necessidade de comprovação objetiva para acesso à gratuidade judiciária.