CIA DE BALLET MARIE PADILLE UNE ARTE, SUSTENTABILIDADE E INCLUSÃO EM ALEXÂNIA

A linguagem ESG, cada vez mais presente nas empresas, começa a ganhar força também na cultura. Em Alexânia (GO), a Cia de Ballet Contemporâneo Marie Padille é um exemplo desse movimento. Fundada há três anos, a partir da Escola de Artes instalada no Teatro Marie Padille, a companhia alia repertórios contemporâneos à formação de jovens bailarinos e à difusão gratuita da dança.

No pilar ambiental, iniciativas como gestão de resíduos de espetáculos, figurinos sustentáveis e hortas ligadas à Voilà House mostram que a arte também pode dialogar com a preservação. Já no campo social, a companhia abre espaço para jovens de comunidades periféricas do entorno, muitos deles beneficiados por bolsas de estudo. Quantas vidas podem ser transformadas quando a cultura se torna acessível e inclusiva?

A governança é outro diferencial. A instituição aposta em editais públicos, conselhos de curadoria e políticas de transparência. Essas práticas fortalecem a credibilidade do projeto e aproximam a comunidade das decisões. Seria esse o modelo que outras iniciativas culturais no interior poderiam adotar?

Projetos como o “Dança Viva no Mundo”, iniciado em 2025, ampliam ainda mais esse impacto. O programa conecta bailarinos de Alexânia a professores internacionais, como a norte-americana Anjali Figueira e a pesquisadora Dra. Alexandra Klen, criando um intercâmbio entre linguagens urbanas, afro-diaspóricas e contemporâneas.

Mais do que uma companhia de dança, a Marie Padille se consolida como um laboratório vivo de arte e sustentabilidade, capaz de colocar Alexânia no mapa global da cultura. O que parecia distante para um município do interior agora se transforma em um exemplo de como a arte pode ser ferramenta de regeneração, pertencimento e transformação social.