MÃE RELATA SUPOSTA FALHA EM ATENDIMENTOS E FILHA DE 4 ANOS SEGUE INTERNADA EM UTI
Uma moradora de Abadiânia usou as redes sociais para relatar o caso da filha, de apenas 4 anos, que está internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após ser diagnosticada com derrame pulmonar e sepse. Segundo o relato, a criança procurou atendimento na UPA do município em diferentes ocasiões ao longo de quatro dias devido a fortes dores abdominais, mas teria recebido inicialmente diagnóstico de virose e tratamento com medicamentos para alívio dos sintomas.
De acordo com a mãe, a menina foi atendida pela primeira vez no sábado e retornou à unidade no domingo após continuar sentindo dores. Ela afirma que solicitou a realização de exames, mas foi informada de que não havia necessidade naquele momento. Na terça-feira, durante um novo atendimento, um médico identificou que a criança não apresentava melhora clínica e tentou solicitar um exame de imagem, porém o equipamento de raio-X da unidade estaria em manutenção. Diante da situação, foi solicitada a transferência para Anápolis.
Na unidade pediátrica de Anápolis, a criança realizou exames que apontaram derrame pulmonar e sepse, sendo posteriormente encaminhada para uma UTI em Águas Lindas de Goiás. A mãe atribui o agravamento do quadro à demora na identificação do problema e defende que exames complementares poderiam ter sido solicitados anteriormente. Até o momento, não há posicionamento oficial da unidade de saúde citada sobre o caso.
“Olá, espero que todos estejam bem. Me chamo Raissa e sou mãe de uma paciente de apenas 4 aninhos que quase teve sua vida interrompida por negligência médica. Vim aqui deixar o meu relato.
Na semana passada, de sexta para sábado, minha filha passou a noite toda sentindo dores abdominais. No sábado pela manhã, fomos à UPA de Abadiânia. Chegando lá, minha filha foi atendida por uma clínica geral, que avaliou o pulmão, a garganta e o funcionamento do intestino, receitando apenas Buscopan e Dipirona, pois, segundo ela, estava tudo bem e se tratava apenas de uma virose. Minha filha recebeu a medicação na veia e fomos para casa, mas passou a noite toda sentindo dor novamente.
Na madrugada de domingo, voltou a sentir fortes dores e retornamos ao mesmo local pela manhã. Fomos atendidos por outro clínico, que passou mais medicações, entre elas novamente o Buscopan, realizando praticamente o mesmo procedimento da primeira médica. Eu disse a ele: “Doutor, a outra médica já passou Buscopan, mas está sendo o mesmo que beber água. Tem como o senhor pedir algum exame?” Ele respondeu que não era necessário, porque era apenas uma virose e que ela estava ótima.
Na segunda-feira, ela teve uma pequena melhora durante o dia, mas, na madrugada, as dores ficaram ainda mais intensas. Retornamos ao hospital na terça-feira pela manhã. Lá, havia um clínico que percebeu que ela realmente não estava bem. Ele viu que a garganta estava muito infeccionada, mas também disse que o pulmão estava limpo. Ele queria solicitar um raio-X, mas o aparelho estava em manutenção. Como suspeitavam de uma crise de asma, pediram transferência para Anápolis.
Chegando à UPA Pediátrica de Anápolis, foi realizado o raio-X, que constatou derrame pulmonar e sepse. Ela foi encaminhada para a UTI de Águas Lindas.
O estado dela é grave porque o problema foi descoberto tardiamente e a infecção já está descontrolada. Se os médicos tivessem tido mais atenção e solicitado um raio-X por precaução, muita coisa poderia ter sido evitada.
Hoje, tudo acaba sendo tratado como virose, e os pacientes são mandados para casa apenas com Dipirona, soro e Buscopan.
Fica aqui o meu desabafo. Eu não sou de fazer esse tipo de publicação, mas me senti na obrigação de compartilhar isso com outros pais para que não passem pelo mesmo que estou passando. Se tivessem tido um pouco mais de atenção e solicitado ao menos um raio-X, talvez minha filha não precisasse estar internada em uma UTI neste momento.
Aqui fica o meu desabafo. ❤️”