ATÉ QUANDO VAMOS CONTAR MORTES? A URGÊNCIA DA SEGURANÇA NA GO-139 E NA BR-060

Por João Carlos Cardoso

Todos os dias, quem precisa trafegar pela GO-139 e pela BR-060, em Alexânia, sai de casa com um pedido silencioso: voltar vivo. Não é exagero, é a dura realidade de rodovias que já deixaram de ser apenas vias de acesso e se tornaram palco de tragédias anunciadas. Acidentes graves se repetem, famílias são destruídas e a sensação de impotência cresce a cada nova notícia de morte.

Até quando vamos aceitar que pais enterrem filhos, que amigos se despeçam cedo demais e que conhecidos virem apenas estatística? A falta de sinalização adequada, trechos perigosos sem iluminação, excesso de velocidade e o fluxo intenso de veículos pesados formam uma combinação fatal. Não se trata de um problema novo, nem desconhecido pelas autoridades. É uma ferida aberta, visível, ignorada.

Segurança viária não é favor, é direito. Precisamos de ações urgentes: fiscalização constante, melhorias estruturais, sinalização eficiente, redutores de velocidade e campanhas educativas. Mais do que promessas, queremos soluções concretas antes que novas cruzes sejam fincadas à beira da estrada.

Alexânia não pode continuar chorando seus mortos. Cada vida perdida nessas rodovias é um alerta de que o descaso custa caro demais. A pergunta que fica é simples e dolorosa: quantas mortes ainda serão necessárias para que a GO-139 e a BR-060 recebam a atenção que merecem?