ÁGUA DE POÇOS EM NOVA FLÓRIDA É CONSIDERADA IMPRÓPRIA PARA CONSUMO HUMANO

Um estudo realizado em setembro de 2024 apontou que a água utilizada por moradores da região de Nova Flórida, em Alexânia, não atende aos padrões de potabilidade exigidos pelo Ministério da Saúde. A análise, encomendada por Williard Pontes, revelou níveis alarmantes de turbidez, ferro e ausência de cloro, além da presença de coliformes totais em uma das amostras.

As coletas foram feitas no poço localizado na Escola Nova Flórida e na Associação de Moradores. Em ambos os pontos, os resultados mostraram que a água não pode ser considerada segura. No caso da Associação, a situação é ainda mais grave: foram detectados coliformes, o que indica risco de contaminação biológica e doenças de origem hídrica.

Os números impressionam. A turbidez da água chegou a 444 NTU na escola, quando o limite permitido é de apenas 5 NTU. Já a concentração de ferro na Associação de Moradores foi quase nove vezes maior do que o valor máximo estabelecido pela legislação. Diante disso, fica a pergunta: como uma comunidade pode viver tranquila sabendo que a água que consome pode trazer riscos diretos à saúde?

O impacto humano e social é evidente. Água limpa é direito básico, e sem ela não há qualidade de vida. O relatório técnico recomenda tratamento imediato, incluindo desinfecção e correção da turbidez, antes de liberar a água para consumo. Mas até quando a população terá que esperar por uma solução definitiva?